A
GRANDE ÓPERA E A OPERETA
Entre
1830 e 1870 a burguesia tem uma capital, Paris. Na ditadura de
Napoleão III, a arte era apenas um divertimento e ostentação. O
único estilo de música admitido era a ópera.
Giacomo
Meyerbeer
(1791-1864), dominou o período da
grande ópera francesa, em Paris. Inicialmente
compôs óperas
italianas, no estilo de Rossini. Mas foi com a
combinação da disciplina musical alemã, o lirismo italiano e com
a teatralidade francesa que as sua óperas se tornaram notáveis
pelos seus espectáculos e pelos seus efeitos orquestrais.
A grande ópera explorava um falso romantismo, usando a Idade Média
e a História apenas como decoração teatral. A História era
aproveitada para representar romanas no palco, procissões católicas,
coroações de reis e tumultos populares. A parte musica, era
reduzida a uma grande cena de amor, uma oração na hora do perigo e
muito barulho por parte da orquestra. O principal objectivo disto
tudo eram as palmas do público, ou seja, o sucesso de bilheteria.
Jacques Offenbach (1819-1880) era
um admirador de comédia musical. Compõe a opereta parisiense
paródia alegre da grande ópera francesa. São comédia
espirituosas, brincando com tudo, desde a mitologia grega até à
caricatura das autoridades parisienses.
Dominou a vida musical da capital de Napoleão III entre 1850 e
1870.
O ambiente parisiense entre 1830 e 1870, foi quase hostil à música
séria. Literatos e críticos revelaram ignorância espantosa do
assunto. Só se admitia a música dramática, a ópera,
e, mesmo assim, com pouca intervenção do elemento sinfónico.