O
NEO-ROMANTISMO ITALIANO: VERDI
Os antiwagnerianos alemães
procuravam por um anti-Wagner, que não poderia ser Verdi pois,
tanto Wagner como Verdi, eram
neo-românticos.
Giuseppe Verdi
(1813-1901) foi a figura mais importante na sucessão de
compositores de ópera italiana do século XIX. As suas óperas
surgem a partir de 1850.
A ópera, até então, só tratava de personagens nobres e
mulheres bonitas em ambientes históricos ou mitológicos. Mas Verdi
introduziu irmãos que amavam a mesma mulher, prostitutas e pela
primeira vez na história da ópera usam- se trajes modernos e
contemporâneos. É o realismo brutal, deliberadamente exagerado,
dos românticos franceses.
As sua obras fundamentam-se em
firmes convicções morais e religiosas do romantismo político e
humanitário, cujos pólos dialécticos são o Prazer e a
Felicidade, o Gozo e o Sofrimento, a Obcecação e a revelação da
Verdade, o Sacrifício e a Vitória. Ele simpatiza sobretudo com as
vítimas, os humilhados e os ofendidos, cujos destinos culminam nos
grandes finales trágicos
A
repercussão internacional da arte de Verdi
transformou Milão, novamente, em grande centro musical.