III Queima das Fitas 
da Figueira da Foz
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As noites mais concorridas: Sexta e Sábado, pois claro, com um cartaz que anunciava, respectivamente, Luís Represas e Quinta do Bill. De um lado, um dos maiores nomes da música portuguesa actual; do outro, diversão a rodos, num espectáculo que encaixa que nem uma luva numa Queima das Fitas. Ambos proporcionaram ao Coliseu as maiores enchentes da semana: cerca de 1500 pessoas na Sexta, um pouco mais no Sábado, isto fazendo fé nos números da organização. 

Luís Represas subiu ao palco passavam cerca de trinta minutos da uma da manhã. Logo a abrir "Foi como foi", a agarrar - se fosse preciso - a audiência. Seguiu-se um conjunto de temas menos conhecidos - "Sombras", do primeiro álbum a solo (1993), foi disso exemplo - intervalados com outros mais do agrado do público, entre eles, "Hora do Lobo", "Feiticeira" (cantado em espanhol) e "Caravela". Uma hora e 15 minutos após o início do espectáculo, Luís Represas dava por terminado o "tempo regulamentar" da actuação, voltando logo de seguida a palco, para um primeiro "período de descontos" de dez minutos, preenchido com "Um caso mais" e "125 azul". O mesmo público que acompanhou em uníssono este primeiro encore, recusou-se a arredar pé, ganhando assim direito a novo retorno da banda, e aí sim, batiam as três da madrugada, o tema de despedida: o previsível "Timor".

 

 

 

 

 

 

 

Longe vão os tempos do 5º concurso de música moderna do Rock Rendez Vous (RRV). Estávamos em 1988 e no palco da mítica casa lisboeta encontravam-se oito bandas, na altura ainda desconhecidas. Entre outras, os Ritual Tejo, Sitiados e um grupo de rapazes oriundos de Tomar, liderados por Carlos Moisés. Foi há 13 anos que os Quinta do Bill se deram a conhecer, e, na altura, rezava assim o refrão: "Zézé, salta cá para fora, Zézé, a vida são dois dias"... 

Com o passar dos anos a música dos Quinta do Bill ganhou novas sonoridades. Acordeão e violino, por exemplo. E assim, no passado Sábado, "Zézé" não esteve no Coliseu Figueirense. Em palco, isso sim, uma banda madura que presenteou a mole humana que quase esgotava a capacidade da praça, com uma actuação enérgica, apoiada em temas  conhecidos - Filhos da Nação e Menino estiveram, mais uma vez, no topo das preferências do público - não deixando ninguém indiferente. Nem quieto, aliás.  

 

 

 

 

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