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Luís Represas
subiu ao palco passavam cerca de trinta minutos da uma da manhã. Logo a
abrir "Foi como foi", a agarrar - se fosse preciso - a
audiência. Seguiu-se um conjunto de temas menos conhecidos -
"Sombras", do primeiro álbum a solo (1993), foi disso exemplo -
intervalados com outros mais do agrado do público, entre eles, "Hora
do Lobo", "Feiticeira" (cantado em espanhol) e
"Caravela". Uma hora e 15 minutos após o início do
espectáculo, Luís Represas dava por terminado o "tempo
regulamentar" da actuação, voltando logo de seguida a palco, para
um primeiro "período de descontos" de dez minutos, preenchido
com "Um caso mais" e "125 azul". O mesmo público que
acompanhou em uníssono este primeiro
encore, recusou-se a arredar pé, ganhando assim direito a novo
retorno da banda, e aí sim, batiam as três da madrugada, o tema de
despedida: o previsível "Timor".
Longe vão os tempos do 5º concurso de música moderna do Rock Rendez Vous (RRV). Estávamos em 1988 e no palco da mítica casa lisboeta encontravam-se oito bandas, na altura ainda desconhecidas. Entre outras, os Ritual Tejo, Sitiados e um grupo de rapazes oriundos de Tomar, liderados por Carlos Moisés. Foi há 13 anos que os Quinta do Bill se deram a conhecer, e, na altura, rezava assim o refrão: "Zézé, salta cá para fora, Zézé, a vida são dois dias"... Com o passar dos anos a música dos Quinta do Bill ganhou novas sonoridades. Acordeão e violino, por exemplo. E assim, no passado Sábado, "Zézé" não esteve no Coliseu Figueirense. Em palco, isso sim, uma banda madura que presenteou a mole humana que quase esgotava a capacidade da praça, com uma actuação enérgica, apoiada em temas conhecidos - Filhos da Nação e Menino estiveram, mais uma vez, no topo das preferências do público - não deixando ninguém indiferente. Nem quieto, aliás.
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